
Sessão 9:
Casa do Conhecimento de Paredes de Coura
Data:
20 de maio |
17h30 – 19h00
Livro:
A Casa Grande de
Romarigães
Autor:
Aquilino Ribeiro
Dinamizadora:
Maria de
Fátima Silva CabodeiraDepois de dois meses de ausência forçada, voltamos a reunir a nossa Comunidade de Leitores, no próximo dia 20 de maio, pelas 17h30.O livro que dará o mote à conversa, neste regresso, é 'A Casa Grande de Romarigães', de Aquilino Ribeiro.
Desta vez, o convite é para que se junte a nós online, através da plataforma zoom, e não fisicamente numa das nossas Casas do Conhecimento.Para garantir a sua participação e para que possamos partilhar consigo os dados de acesso à sessão, solicitamos o preenchimento e submissão deste
formulário.
SINOPSE: Publicada em 1957, a crónica
romanceada “A Casa Grande de Romarigães” retrata sucessivas gerações da antiga
Quinta e Capela de Nossa Senhora do Amparo, desde tempos que recuam ao domínio
do
suserano, na Idade Média, passando pelas guerras da restauração,
invasões francesas, disputas liberais, até à emigração para o Brasil, a partir
da segunda metade do séc. XIX.
Os ancestrais usos e costumes, da partilha
da água e da partilha do monte, aí são revisitados, a par das mentalidades da
nobreza do norte de Portugal ancoradas simultaneamente na religiosidade e no
misticismo popular.
Tão luxuriante quanto a natureza
alto-minhota é a linguagem, que Aquilino cinzela com admirável mestria.
Aquilino RibeiroNatural de Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe, onde
nasceu em 13 de setembro de 1885, viria a falecer, em Lisboa, em 27 de maio de
1963. Após o perecimento da 1ª mulher, Grete Tiedemann, casou, em
Paris, com Jerónima Dantas Machado, filha de Bernardino Machado, razão que
explica a ligação afetiva ao território de Paredes de Coura. O escritor e a
família recuperam a Casa Grande de Romarigães e a Capela de Nossa Senhora do
Amparo, e aí viveram em meados do séc. XX.A extensa bibliografia espraia-se por diferentes géneros
literários: romances; contos; memórias; literatura infanto-juvenil, de que é
emblemático o “Romance da Raposa”; história, a que acresce a tradução de obras.
Note-se que Aquilino Ribeiro foi perseguido pela censura, na
sequência da publicação, em 1958, de “Quando os Lobos Uivam”. Nesse mesmo ano,
militou ao lado de Humberto Delgado à Presidência da República. Em 1982 foi agraciado, a título póstumo, com o Grau de
Comendador da Ordem da Liberdade. Por deliberação da Assembleia da República,
em 19 de setembro de 2007, os restos mortais de Aquilino Ribeiro foram
trasladados para o Panteão Nacional.
A sessão será dinamizada por: Maria de Fátima Silva Cabodeira, técnica superior da Câmara Municipal de Paredes de Coura é
responsável pelo Arquivo Municipal de Paredes de Coura e pela coordenação
técnica do Arquivo Literário do escritor Mário Cláudio.