Conceito

As Casas do Conhecimento são espaços que reúnem um conjunto de pessoas e recursos aliados à vontade de dinamizar a região em torno das tecnologias de informação, do conhecimento e da inovação.

A Sociedade de Informação e Conhecimento, em que vivemos hoje, exige dos indivíduos uma adaptação e aprendizagem ao longo da vida; é missão da Universidade e do poder local contribuir para a criação de espaços de aprendizagem flexíveis, interactivos e de acesso livre a todos os segmentos da sociedade civil, ajustando os modelos de difusão e aquisição de conhecimento às necessidades da região e respeitando os diversos níveis de competências das suas populações.

As Casas do Conhecimento são estes espaços, que visam, simultaneamente, contribuir para a disseminação do conhecimento, diminuir as assimetrias digitais, que se verificam a nível regional e nacional, e a info-exclusão das populações, através da mobilização das suas comunidades locais, regionais e académicas, como atores do desenvolvimento económico e social.

Modelo de Organização

Inicialmente composta por quatro municípios, em parceria com a Universidade do Minho e o Centro de Computação Gráfica (CCG), a Rede Casas do Conhecimento conta, hoje, com um total de dez parceiros.

Fundadores
  • Universidade do Minho
  • Centro de Computação Gráfica
  • CM Vila Verde
  • CM Fafe
  • CM Paredes de Coura
  • CM Vieira do Minho
Parceiros aderentes
  • Município de Boticas (2013)
  • Município da Trofa (2014)
  • Município de Ponte da Barca (2014)
  • Município de Montalegre (2014)

A Rede Casas do Conhecimento (RCdC) assenta na constituição de uma rede de divulgação científica e tecnológica, que se rege naturalmente por estatutos e regulamento interno, baseada numa parceria forte entre uma entidade de ensino superior e investigação (UMINHO) e as autarquias.

Para a Universidade do Minho, as Casas do Conhecimento são “uma outra dimensão da Universidade” que permite, acima de tudo, reforçar a sua condição de agente regional ativo, mas também atuar de forma visível em concelhos da região onde não há presença de ensino superior público, alargar o reconhecimento e a procura da sua oferta formativa e criar um campo de experimentação, onde podem ser testadas tecnologias e serviços inovadores.

Para os Municípios, as Casas do Conhecimento constituem “canais” pelos quais se promove a inclusão das populações na Sociedade da Informação, a igualdade de acesso e eficiente utilização das tecnologias digitais, contribuindo, desta forma, para o incremento das competências e qualificações das pessoas e para o desenvolvimento social, cultural e económico da região.

Neste projeto em Rede, à universidade foi atribuído o papel de coordenador científico e técnico de intervenção nas Casas do Conhecimento, bem como contribuir com os seus ativos humanos, conhecimento e rede de investigação para a dinamização do plano de actividades.

Às autarquias compete disponibilizar um conjunto de recursos humanos, materiais e financeiros, bem como o acesso livre da população às suas Casas do Conhecimento.

Ao Centro de Computação Gráfica foi atribuída a faceta de operacionalizar a infraestrutura da rede e assegurar a coordenação e o desenvolvimento tecnológico necessário e adequado.

Objectivos
  • Reforçar a cultura científica e tecnológica das populações, privilegiando contextos de experimentação prática;
  • Contribuir para o incremento das qualificações e das competências técnicas e académicas da população, nos domínios da ciência e das Tecnologias de Informação e Comunicação;
  • Incentivar uma cidadania mais participativa, colaborativa e associativa, através do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação;
  • Incrementar a percepção das actividades e dos actores do processo de investigação científico e tecnológico por parte das populações;
  • Contribuir para o reforço das atribuições municipais ao nível da inovação, do desenvolvimento local e regional, da ciência e da tecnologia, nomeadamente através da promoção, dinamização e implementação de projectos tecnológicos, com a respectiva componente de investigação e desenvolvimento, de utilidade pública para as populações e para a região;
  • Constituir-se como um fórum para a Sociedade do Conhecimento e Inovação, local de convergência de entidades públicas e privadas, através de acções como colóquios, seminários, conferências, workshops ou através da promoção, elaboração, edição e divulgação de estudos e publicações.
  • Implementar modalidades de ensino-aprendizagem em contextos de e-learning, b-learning e m-learning.
Atividades

RCdC rege-se por um plano de actividades anual, onde se destacam acções de formação para reforço das competências técnicas e académicas, junto de vários públicos-alvo, acções de divulgação tecnológica e científica (como workshops, seminários, eventos recreativos, acções junto do público escolar, entre outras), e projectos de experimentação tecnológica.

Contudo, esta enumeração não pretende limitar a possibilidade de realizar acções de outra índole, sempre de acordo com a missão e os objectivos das Casas do Conhecimento.

  • Coordenação e realização de acções de formação para a qualificação técnica e académica pós-graduada;
  • Realização de exposições temáticas e demonstrações tecnológicas, que proporcionem ao cidadão o conhecimento e a experimentação das tecnologias da informação e do conhecimento, muito próximo do conceito de edutainment.
  • Condução de eventos, junto das escolas e do público estudantil, ou em locais de acesso público, destinados à sociedade em geral, de divulgação tecnológica e científica;
  • Concepção e condução de projecto de índole inovadora, de experimentação de tecnologia pelas populações;
  • Albergar eventos que pela sua pertinência sejam um contributo para a missão da RCdC;
  • Realização de oficinas temáticas de cariz tecnológico.
Infraestrutura

Em termos de infra-estrutura, pretende-se que as Casas do Conhecimento sejam marcantes em termos de imagem, ao mesmo tempo que deverão oferecer espaços polivalentes, em termos espaciais e funcionais, sempre numa matriz high-tech.

Na criação destes espaços, serão acauteladas preocupações fundamentais de tornar o espaço humano, funcional, de muito fácil acesso e dotado de modularidade e multifuncionalidade.

O projecto Casa do Conhecimento pretende ser um espaço de convergência de pessoas e de tecnologias, com o saber e o conhecimento no lugar central.

É um espaço que deverá atrair e cruzar os diferentes segmentos da sociedade civil e tecido económico. O edifício deverá ser capaz de albergar as actividades descritas, e oferecer ainda uma zona de lazer e convívio com acesso à Internet wireless.

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